terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

MEDITAÇÕES IV




Procura o silêncio.
Procura o informe
dentro do próprio silêncio.

Só o espírito saberá
aquilo que poderá ser:
talvez uma rosa,
talvez uma madrugada.

Talvez o argênteo mar
onde enfim te revejas
no que sempre foste.

Procura o silêncio:
a fonte de tudo,
a raiz do nada.

Onde principia, onde termina?
Onde poisa quando cessa
o rumor das inaudíveis asas?

Procura um coração
que ao invisível se abriu.

E deixa o silêncio absorver
cada fronteira que te aparta.



PBC.








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