segunda-feira, 25 de julho de 2016

MEDITAÇÕES XXXIX



Assim como as estrelas
bordadas no veludo celeste,
inúmeros são os abrigos
que propiciam uma vivência
de sombra – antes da sombra final
sobre o ser se debruçar.


Mas onde a sombra subsiste,
não longe estará a luz.

As janelas poderão ser abertas
dum só gesto, ainda que os frutos
requeiram tempo para madurar.
Mas antes do louvor podem as mãos
descerrar as densas cortinas.

Pois pobre é quem decide
na pobreza viver. E rico quem reconhece
os tesouros nunca perdidos.










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