domingo, 8 de maio de 2011

Serenidade 2

Publico aqui esta entrada sob a seguinte epígrafe por considerar oportuno acrescentar estas palavras ao que já foi anteriormente dito e discutido. Julgo, assim, importante frisar ou até mesmo explicar ou focar com uma luz de cor distinta o facto de que, estejamos nós na placidez de um momento ou na ansiosa sofreguidão de um instante apressado, devemos entender que existe uma escolha comportamental, uma opção pronta a ser accionada; e tal só a nós compete. Árduo é o seu assumir, claro, mas todo o esforço verdadeiramente empreendido é válido – essa será sempre a nossa vitória, a inabalável certeza de que empreendemos o nosso melhor. James Brady disse, um dia, que “temos de jogar com as cartas que nos deram”; o restante processo caberá à suprema realização de todos os acontecimentos. Que possamos, então, compreender essa estranha arte, a sábia lição de sermos firmes, imperecíveis e intocáveis por entre os corredores da quotidiana desarmonia, discórdia e insatisfação.

Mas, ainda assim, é importante notar que mesmo almejando a serenidade, a quietude e o sabor livre e fresco que só os momentos únicos nos podem proporcionar, se optarmos constantemente pelas mesmas hipóteses, aquelas que constituem o nosso habitual círculo de acções, estaremos a reafirmar as mesmas emoções vazias que habitam em nossas escolhas diárias e nos mesmos cenários gastos e desvanecidos. Se a velha indumentária ainda persistir, nada disso poderemos conquistar; seremos sempre um braço que em esforço se distende para agarrar a névoa. Portanto, para além do entendimento da importância das escolhas comportamentais, existe também aqui a exigência de mudança do padrão comportamental. Podemos ter noção das escolhas a tomar, mas o padrão de actuação também deverá ser alterado (isto no caso dos caminhantes mais perdidos ou atolados na lama de um tempo). Perante tal conclusão, importa despertar (uma vez mais) a Consciência e questionar se, de facto, é essa a opção ou o padrão que, mediante o dispor das circunstâncias, desejamos utilizar. No fundo, até são ambos indissociáveis.

Lembrem-se, caminhantes: em vossas decisões reside a chave da vossa libertação!


Pedro Belo Clara.

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