segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Novos rebentos (I)

I.

Caminham as horas na sua ilusão,
Assim como caminho eu
Nas extensas passadeiras
Estendidas pelas folhas que vão tombando.

Desenhando e retraçando
Novos trilhos nos trilhos do parque,
Guio a minha presença
Através dos ícones da multiplicidade,
Passando pelos corredores dos instantes
E acenando, telepaticamente,
Às gravuras de um real imortalizado
Em minúsculas películas temporais.

Rejubilo com as crianças
Que pulam e sonham em seus
Peculiares mundos de sonho,
Sorrio a cada mulher que me oferece
As partículas de seu florido perfume,
Inspiro a essência que levemente
Paira pela fina névoa pendente,
A mesma que convida a entrada
De um Inverno cada vez mais presente,
E admiro a tímida beleza expressa
Nas árvores semi-desnudadas.

Mas quão frágil é o cristal
Reflector da pretensa realidade…

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