quinta-feira, 23 de junho de 2016

MEDITAÇÕES XXXVII


Por cada sorriso nascido do vento,
uma semente-sorriso deposita-se
no pequeno canteiro dos corações
próximos daquele que sorri.

Mesmo que se revele infértil
o ventre que recebe tal dádiva,
ao menos soube do perfume
da semente de tantas promessas.

Uma gota de água pura não expurga
a mancha duma lagoa inquinada,
mas um princípio de pureza aparta
um pedaço de escuridão do manto
envergado por noite tamanha.

Não importa se a fonte nasce
dentro ou fora – com visão limpa
deixar-se-á de julgar dentro ou fora.
A lua tem do sol parte da diáfana luz,
e nesse seu ofício de ser espelho
revela ao caminhante a estrada
nas noites em que mais cheia está.







(Fonte: www.pinterest.com)



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