sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

MEDITAÇÕES XXIX



O espinho existe,
não porque o caminho apenas
de espinhos se compõe
– mas para ilusões de flor
enfim se esfumarem.

No esquecimento em que vive
aquele que caminha,
o reflexo do espelho
confunde-se com a imagem real.

Talvez, de espinho em espinho,
a mão que se fere compreenda
a razão do ferimento.

Cumprido o propósito,
o espinho desaparecerá;
e toda a ilusão será tida
pela verdadeira natureza.

Conhecendo a real face,
como o ser poderá
projectar novos reflexos?

A rosa autêntica despontará.




PBC.







(fonte: gaudiumpress.org)


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