quarta-feira, 5 de agosto de 2015

MEDITAÇÕES XXI


É animal voraz
e o Homem assim o nomeou:
desejo.

Por mais que a sua fome
seja satisfeita,
mais insaciável se revela.

Como lhe por um termo?

O desejo é filho
da ilusão do Homem.
Para viver, necessita de tempo.
E tempo, além de fantasia,
é encarceramento.


O tempo comporta duas margens.
Se uma se inundar,
a outra logo desaparecerá.


Quando tomba a cortina,
o que sobra?
A verdade plena.

Mãe do silêncio,
em seu seio só se embala
uma quietude profunda.



PBC.






(Fonte: ravenessences.com)

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