quinta-feira, 6 de outubro de 2016

MEDITAÇÕES XLIII


Viver a vívida solidão do mundo 
não é ser como uma taça,
seca e dura de tão vazia
que se encontra.

Viver a vívida solidão do mundo
é permitir somente que o fluxo
se não interrompa:
ora vazia e transbordante,
ora cheia e minguando.

O ser, contudo, deixará
de ser a taça que aparenta.
Diluída num mar infindo,
como poderá a gota dizer
de suas nítidas fronteiras?







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